25 novembro, 2016

Poema #6



Com tantas pessoas
Senti-me só, ébrio e infeliz
Definições baratas,
para um moribundo qualquer

Ah desígnios meus
Gostaria que me bastassem
Mas ao perder-me nos anelos nossos
Sei que nada valem
Desvaneço

Sigo,
Então,
Escravo de mim.

(Gabriel B. Rodrigues)

18 agosto, 2016

Guardei


Deitei-me ao chão anestesiado,
Aquelas últimas palavras no telefone
Foram por demais severas
Recorro como ameaçara antes, aos últimos goles do conhaque barato

...Não acreditarias...

No falhar dos sentidos, ou talvez mergulho na embriaguez
Fito, inebrio, o teto vazio procurando uma resposta
Eu que sempre tive uma resposta, sobram-me os ais

...querida, nos silêncios...

Dormir seria fácil, não fosse o torpor da bebida
Ou de teus olhos ao fechar os meus
Ah... devaneios meus,
teus...

...que guardei.

(Gabriel B. Rodrigues)

01 fevereiro, 2016

Volta


Talvez querida, talvez
Tu voltes pelos beijos
Ou pelos anelos que te contavas

Quem sabe voltes
Pelos copos de bebida baratos
Ou pelo blues do meu violão antigo

Ou, ainda
Podes lembrar-te das promessas
Ou tudo o que fizemos

Mas, se nada disso ainda te baste, querida
Ou, se nada te faltas,
Voltas apenas...
Pela minha,
Poesia.

(Gabriel B. Rodrigues)
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Tive uma repentina inspiração (nossa quanto tempo isso
não acontece?) e escrevi este poema todo de uma vez.